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24 jul 2006
 
Evelin, Ângela e a câmera 'olho'
 
Aos quinze anos de carreira Evelin Buchegger aparece entre os destaques da dramaturgia baiana. Conquistou o Prêmio Braskem de Teatro 2006 (melhor atriz) pela atuação na peça Murmúrios, de Nehle Frank. Agora se prepara para viver Ângela, mulher do protagonista Bonfim, vivido por Antônio Godi, no filme Jardim das Folhas Sagradas, sob a direção de Pola Ribeiro.
 


Evelin Buchegger

Veja perfil do personagem

No trânsito do teatro para o cinema, Evelin destaca a mediação da câmera “olho” que remonta ao público a forma singular da interpretação direta, ao vivo. “Cada gesto deve ser moldado para esse olho e a partir dele devemos pensar e transmitir as sensações e anseios da personagem”. Iniciada no curso livre de teatro da UFBa, em 1991, parte para a experiência cinematográfica na expectativa de travar um dialogo com outra linguagem, “fonte de renovação e aprendizado”.

Evelin, que já foi dirigida por Pola Ribeiro na televisão quando realizou Bêbado em Cama Alheia (2004) para TVE Bahia, aposta no entrosamento para interpretar a personagem com sucesso e salienta dizendo que “tem que ter uma confiança plena em quem está dirigindo porque tudo é muito árduo”.

 
Blanche Dubois, personagem de Tennessee Williams que a atriz viveu no teatro, e já interpretado no cinema por Vivien Leigh, caracteriza um difícil conflito na carreira de Evelin, resgatado desta vez por Ângela em Jardim das Folhas Sagradas. “Reproduzir gestos discriminatórios é difícil em cena porque preciso alcançar uma verdade que não estou acostumada na vida pessoal”. Na trama, Ângela alimentará uma discussão de tema religioso ilustrando o preconceito ao culto do candomblé. “É uma mulher conturbada, mas instigante."




Folhas Sagradas / Ascom
Studio Brasil 2008 - Salvador - Bahia - Brasil