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Evelin,
Ângela e a câmera 'olho' |
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| Aos
quinze anos de carreira Evelin Buchegger aparece entre os destaques
da dramaturgia baiana. Conquistou o Prêmio Braskem de Teatro
2006 (melhor atriz) pela atuação na peça Murmúrios,
de Nehle Frank. Agora se prepara para viver Ângela, mulher
do protagonista Bonfim, vivido por Antônio Godi, no filme
Jardim das Folhas Sagradas, sob a direção
de Pola Ribeiro. |
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No trânsito do teatro para o cinema, Evelin destaca a mediação
da câmera “olho” que remonta ao público
a forma singular da interpretação direta, ao vivo.
“Cada gesto deve ser moldado para esse olho e a partir dele
devemos pensar e transmitir as sensações e anseios
da personagem”. Iniciada no curso livre de teatro da UFBa,
em 1991, parte para a experiência cinematográfica
na expectativa de travar um dialogo com outra linguagem, “fonte
de renovação e aprendizado”.
Evelin, que já foi dirigida por Pola Ribeiro na televisão
quando realizou Bêbado em Cama Alheia (2004) para
TVE Bahia, aposta no entrosamento para interpretar a personagem
com sucesso e salienta dizendo que “tem que ter uma confiança
plena em quem está dirigindo porque tudo é muito
árduo”. |
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Blanche
Dubois, personagem de Tennessee Williams que a atriz viveu
no teatro, e já interpretado no cinema por Vivien Leigh,
caracteriza um difícil conflito na carreira de Evelin,
resgatado desta vez por Ângela em Jardim das Folhas
Sagradas. “Reproduzir gestos discriminatórios
é difícil em cena porque preciso alcançar
uma verdade que não estou acostumada na vida pessoal”.
Na trama, Ângela alimentará uma discussão
de tema religioso ilustrando o preconceito ao culto do candomblé.
“É uma mulher conturbada, mas instigante."
Folhas Sagradas / Ascom |
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